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PRESIDENTE DA CÂMARA DE SUMARÉ PRESO EM OPERAÇÃO ERA O PRINCIPAL ARTICULADOR E FINANCIADOR DE GRUPO SUSPEITO DE TRÁFICO, DIZ PM

Segundo o comandante do CPI-9, Hélio Silva seria o principal articulador da organização e responsável por financiar a compra de drogas trazidas de Minas Gerais para São Paulo

PRESIDENTE DA CÂMARA DE SUMARÉ PRESO EM OPERAÇÃO ERA O PRINCIPAL ARTICULADOR E FINANCIADOR DE GRUPO SUSPEITO DE TRÁFICO, DIZ PM

Foto: Câmara de Sumaré

O vereador Hélio Silva (Cidadania), presidente da Câmara Municipal de Sumaré (SP) e candidato a deputado federal, foi preso temporariamente nesta quarta-feira (9) em Paulínia (SP), durante a “Operação Archimagus”, que investiga uma organização suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas no interior de São Paulo.

Segundo o coronel da PM Cleotheos Sabino, comandante do CPI-9, Hélio, conhecido nas investigações pelo vulgo “Mr. M”, era apontado como o principal articulador e financiador do grupo.

De acordo com o comandante, a suspeita é de que o vereador financiava a compra dos entorpecentes e a estrutura necessária para levar as drogas de Jacutinga, em Minas Gerais, para a região de Sumaré, onde seriam distribuídas e comercializadas.

A operação cumpriu dois mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão em Campinas, Sumaré e Vinhedo, em São Paulo, e Jacutinga, em Minas Gerais.

Um segundo suspeito, Maikon Baptista da Costa, também foi preso. Ele é apontado como o gerente dos pontos de tráfico de Sumaré e, segundo a polícia, mantinha contato com Hélio e cuidava da distribuição das drogas.

Um terceiro investigado seria responsável pela guarda dos entorpecentes em um sítio, até que o material fosse transportado para São Paulo.

 

Cel.PM. Cleotheos Sabino, Comandante do CPI-9 - foto: Danilo Telles / TV Metropolitana

Apreensões

Segundo a polícia, na casa do vereador, em Paulínia (SP) foram apreendidas duas armas de fogo, aproximadamente R$ 18 mil em dinheiro dentro de um cofre e joias, como correntes e pulseiras de ouro.

Foram apreendidos ainda celulares, computadores, pendrives, documentos, comprovantes bancários e processos judiciais impressos.

Na casa de Maikon Baptista da Costa, a polícia encontrou aproximadamente um quilo de entorpecentes, que, segundo a investigação, ainda seria fracionado e distribuído.

Por causa dessa apreensão, Maikon também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, conforme informou o comandante.

Os dois presos foram encaminhados para a sede da Polícia Federal em Campinas, onde foram registrados os procedimentos relacionados às prisões e às apreensões.

A operação

A Operação Archimagus foi deflagrada pela FICCO Campinas, com participação de Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Civil. Também participam da ação o GAECO/MPSP, Comando de Operações Táticas (COT), Grupo de Pronta Intervenção (GPI), 1º BAEP e 10º BAEP.

A operação busca aprofundar as investigações sobre o financiamento, armazenamento, transporte, distribuição e venda de drogas na região de Sumaré.

As investigações continuam para analisar os materiais recolhidos e identificar outros possíveis envolvidos.

O que diz a Câmara de Sumaré

Procurada pela equipe do Grupo Metropolitana, a Câmara Municipal de Sumaré enviou a seguinte nota. Leia na íntegra 👇

“A Câmara Municipal de Sumaré informa que os fatos divulgados nesta quarta-feira (09) dizem respeito a uma investigação de caráter pessoal envolvendo o vereador e presidente Hélio Silva e, até o momento, não há qualquer informação que relacione o caso às atividades institucionais do Poder Legislativo.

A defesa jurídica pessoal do vereador está realizando o levantamento das informações e dos fatos relacionados à investigação, para que os esclarecimentos necessários sejam apresentados no momento adequado.

A Câmara Municipal de Sumaré reforça seu compromisso com a transparência e legalidade. 

Por fim, ressalta que o vereador, assim como qualquer cidadão, está amparado pelo princípio constitucional da presunção de inocência.”

O que dizem os investigados

A equipe do Grupo Metropolitana tenta contato com a defesa de Hélio Silva e Maikon Baptista da Costa. O Partido Cidadania foi procurado para comentar o caso, mas não recebemos retorno até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto.

Por: Enzo Oliveira | Grupo Metropolitana

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