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COM VOTO DO PIRACICABANO CRISTIANO ZANIN, STF CONDENA BOLSONARO POR TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO

COM VOTO DO PIRACICABANO CRISTIANO ZANIN, STF CONDENA BOLSONARO POR TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO

Foto: Vinicius Schmidt / Metrópoles

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na tarde desta quinta-feira, 11 de setembro, para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus pelos eventos de 8 de janeiro. A condenação foi assegurada após o voto da ministra Cármen Lúcia, que se alinhou aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Em seu voto, Cármen Lúcia acatou integralmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e votou pela condenação dos réus pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e danos qualificados a patrimônios da União e tombado.

A decisão de Cármen Lúcia foi decisiva para o placar do julgamento, que agora está em 3 a 1 pela condenação de Bolsonaro. Antes dela, o ministro Luiz Fux havia votado em discordância, absolvendo a maioria dos réus, inclusive o ex-presidente. Agora, a expectativa se volta para o voto do presidente da Turma, Cristiano Zanin, que deve encerrar o julgamento.

Em seu discurso, a ministra Cármen Lúcia destacou a gravidade dos fatos, afirmando que "O 8 de Janeiro não foi um acontecimento banal". Ela rejeitou as preliminares apresentadas pelas defesas, incluindo a que questionava a competência do STF para julgar o caso, e reconheceu a validade da delação do tenente-coronel Mauro Cid como prova.

Cármen Lúcia também reforçou que a procuradoria apresentou "prova cabal" de que o grupo liderado por Bolsonaro implementou um plano sistemático para atacar as instituições democráticas e minar o resultado das eleições de 2022. "O que há de inédito nessa ação penal é que nela pulsa o Brasil que me dói", concluiu a ministra, sublinhando a importância histórica do julgamento para a democracia brasileira.

Texto: Danilo Telles / Jornalista | Com informações do Metrópoles

Publicado por Enzo Oliveira / Grupo Metropolitana

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